quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas, minhas tristezas absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."

Clarice Lispetor

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

mais uma historinha.



a gente sente e segue. pra algum lugar dentro da gente que é tão distante do que podemos compreender que toca o outro. e quando você percebe já está dentro de mais uma história e é cúmplice de alguém que entrou outro dia em um capítulo qualquer da sua vida e simplesmente sabe mais dos seus últimos gestos e passos que você mesmo. e você sabe os dele.


e no dia em que isso acaba ou se transforma, ainda ficam as manchas na parede, as cinzas do último cigarro, um cd na ultima gaveta e alguns livros que nunca foram lidos e não fazem diferença nem pra você nem pra ele, então não importa se ele levar assim como não importa se ele se foi.

e então você descobre que o mais real disso tudo é o que você faz para preencher algum lugar dentro de você que não te pertence. e descobre ainda que esse lugar nunca será preenchico, porque como tudo tem seu lugar não cabe ali nada além do que é para ser posto ali.


domingo, 29 de novembro de 2009

quando não ...


silêncio.

silencio.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

amizade!

ilustração: Bruno Nunes

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

:



não há nada mais medíocre que a estabilidade.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

para mim.

É preciso muito amor para que o amor não se canse.

Para não querer o amor das revistas, das telenovelas, das comédias românticas.

É preciso muito amor para que as alianças, as flores e as datas não tenham importância.

É preciso muito amor para saber a importância das flores quando elas vierem.

Para continuar acreditando nele, mesmo quando podemos comprá-lo nas bancas de revista ou em qualquer supermercado.



"O que o amanhã não sabe, o ontem não soube. Nada que não seja o hoje jamais houve". p. leminski


domingo, 25 de outubro de 2009

aqui estou.



se o outro não suporta tanto amor que vá embora.


ele pegou suas coisas e desceu as escadas. dentro do apartamento o outro ocupou os lugares vazios com outros livros e outras histórias. se encontraram num dia de chuva e ele ofereceu um espaço embaixo do seu guarda chuva. o outro aceitou. por mais que o tempo passe sempre há espaço. sempre haverá uma música. sempre haverá conforto.

o amor não existe mais.

quando o outro vai, o amor que sobra vaza, encontra cantos.

os livros nunca mais serão postos no mesmo lugar.